Os tais dos cursos livres

Esses dias estava comparando a escola tradicional com os chamados cursos livres.

Metade da minha família leciona em escolas tradicionais. Eu, a grande rebelde, estou dando aula em um curso livre. AKA, um curso de inglês.

Não tenho uma percepção muito profunda do procedimento de uma aula tradicional, só o que eu lembro dos tempos do colégio. Professor prepara aula, passa conteúdo no quadro, manda tema, corrige tema, responde perguntas, aplica prova, corrige prova e dá nota. Isso num esquema ultra simplificado.

Fiz dois treinamentos esse ano para professores de inglês. E é complicado. Não só porque estamos falando de educação, que já é difícil. Mas porque o cursinho de inglês não é obrigatório, o aluno poderia ficar em casa jogando videogame. E as aulas precisam ser mais divertidas do que jogar videogame. Você tem turmas de no máximo dez alunos, então precisa ser amigo deles, pelo menos dentro da sala. E precisa chamar atenção dos seus amigos, corrigir pronúncia e gramática.

E ninguém gosta do amigo que corrige pronúncia e gramática.

Aí você engana com jogos. Mas nem sempre funciona, então tem que planejar jogos muito bem planejados e discretamente educativos.

É cansativo.

Mas divertido.

Mas cansativo.

Mas divertido.

E fico nesse loop pra sempre.

 

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Já é abril?!

Abril é um mês sempre significativo, pra mim.

Em abril dei meu primeiro beijo. Em abril tive meu coração partido pela primeira vez. Comprei meu violoncelo. Consegui meu primeiro emprego.

Falando assim, parece que abril é recheado de coisas boas. Não é bem assim, coisas péssimas já aconteceram em abril. Mas, coisas boas ou ruins, abril sempre é o mês que  coisas acontecem.

Sabe, como quando a Ana Terra diz que sempre que acontece alguma coisa, está ventando.

Me escondi da Internet nos últimos meses. Sei quem me stalkeia (oi), e preferi evitar. Sei quem poderia stalkear, e preferi desincentivar.

Só que minha cabeça alcançou o estado de caos absoluto. Vou tirar alguns minutos por dia pra vir aqui, até final de abril. Registrar o que está acontecendo, até eu me reacostumar a escrever. Evoluir para textos opinativos e reflexões. Desenrolar o fio da meada e dar sentido às coisas aleatórias que eu penso.

Espero que também comece a divulgar isso aqui. Chega de escrever para ninguém, de discursar para uma sala vazia.

Hora de começar a fazer planos.

Aquela do Baixo

Detesto assistir videoclips. Descobri há pouco que sou muito mais auditiva que visual, gosto de ouvir enquanto faço outras coisas. E sou péssima em imaginar um corpo para a voz que eu escuto.

Então, quando ouvia All About That Bass, da Meghan Trainor, eu imaginava ela negra. Afinal, ela fala que tem bundão, e acho que não é racismo associar. Acho que eu associo o estilo de blues com gente negra. Fiquei chocada em ver a pessoa mais branca dos Estados Unidos cantando isso, mas continuava adorando a música.

Quer dizer. É uma ode às gordas, um hino de aceitação. E fala de baixos.

Deixa eu explicar, baixos são o máximo. Qualquer instrumento que seja mais grave é o máximo.

E como eu certamente tenho algum tipo de DDA não identificado, fiquei chocada quando minha irmã disse que era ela que cantava If Your Lips Are Movin’. Gente, e não é que é mesmo? A música termina um relacionamento sem dó nem piedade. Quer dizer, traição. É o limite que ela não aceita, e não tem mimimi pensando que ele vai mudar.

Hoje descobri Dear Future Husband. Quero pixar a letra dessa música em todos os muros possíveis. Erm, tá, isso pode ser extremo. Mas como não amar a música? Tem uma bateria que se destaca sozinha. Quantas músicas você conhece que poderiam ser apenas a bateria e o vocal? E igualdade de gêneros, se não ficou claro.

A única maneira de eu virar mais fã dessa mulher seria se ela não fosse mais nova que eu.

Menções honrosas:

Ela fez música pro filme do Snoopy, Better When I’m Dancin’, que me deixou louca de vontade de assistir o filminho.

All About That Bass falou com dois nichos excluídos: plus sizes e baixistas. Ambos menosprezados. E gerou infinitas versões com baixos verticais. Minhas favoritas foram a da Postmodern Jukebox e essa gravação em péssima qualidade da Rachel Leigh Sanzo.