Visitando o passado

Eis que o celular toca. Conheço só um punhado de pessoas que ligam quando querem falar comigo, a grande maioria manda uma mensagem.

Era mais ou menos um convite para voltar ao passado. As velhas piadas, os velhos lugares, as velhas pessoas. Fui, mesclando a Mari do passado e eu mesma, embora confesse que mesmo no meu estado mais alerta eu não saberia diferenciar essas duas.

Enquanto muita coisa muda a ponto de ser irreconhecível, é místico ver como a maioria das coisas continuam iguais.

No outro dia, coincidência ou não, o ato se repetiu. Mais ainda para o passado, um passado atualizado e cheio de novidades dramáticas e nostalgia.

Mas voltar mais que isso pode ser perigoso. E doloroso.

Tenho orgulho do meu passado. Estufo o peito e defendo até o que poderia ser considerado humilhante. É parte de mim e parte de quem sou.

No entanto tem aquele pedacinho do passado que não cicatrizou. É como subir uma escada no escuro… E tentar subir um degrau a mais. Da um frio na barriga, ao mesmo tempo em que você se sente idiota por não ter se dado conta que não é nada, é só um passo em falso.

O pior é que eu não negaria uma visita desse passado… Mas eu não o visitaria eu mesma.

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