Fica ou vai, decide logo

Então talvez eu esteja um pouco obcecada com o violoncelo. O que me fez ficar bastante animada quando fiquei sabendo do filme “Se Eu Ficar” (If I Stay).

O filme foi indicado para o People’s Choice Awards de 2015, como melhor filme dramático da temporada. Estreou em agosto nos Estados Unidos e em setembro aqui em terras tupiniquins, e parece que arrecadou cerca de 50 milhões de dólares até onde o IMDb registrou.

(cartaz do filme)

(cartaz do filme)

Foi baseado no livro homônimo de Gale Forman, que eu ainda não consegui a oportunidade de ler. Foi publicado o original, nos Estados Unidos, em 2009 pela Dutton Penguin. No Brasil, aproveitou a onda do filme e saiu em 2014, pela Rocco. Tem uma sequência, lançada nos EUA em 2011 e prevista pra vir pra cá esse ano, chamada Para Onde Ela Foi.

(capa do livro, pela editora Rocco)

(capa do livro pela editora Rocco)

A sinopse que eu ouvi foi a seguinte… Mia toca o violoncelo, e vê toda a sua vida se desfazer quando ela e sua família se envolvem em um grava acidente de carro. Ela passa por uma experiência-fora-do-corpo, onde vê tudo o que acontece com seu corpo e ao redor de si.

E seria interesante. Mas a sinopse esqueceu de falar de Adam, o amorzinho adolescente rockstar namorado alma gêmea da Mia.

É um chick flick. Não tem outra maneira de definir… Me incomoda bastante a maneira como a Mia se apega ao relacionamento, como se a vida dela dependesse disso (e, sem querer dar spoiler, meio que depende). E tudo gira ao redor desse romancecinho enjoativo (que todos sabem que vai acabar assim que eles entrarem na faculdade, #prontofalei). O cara é perfeito, ela é perfeita, a família é perfeita, os amigos são perfeitos. Isso também me incomodou, faltou falhas, conflito… O acidente e o coma da Mia são a única coisa fora da perfeição, os únicos elementos que carregam o filme.

Eu queria ter me preocupado mais com os personagens… Com os pais, com o irmão e com a própria Mia. Mas não deu, faltou alguma coisa. Não necessariamente atuação, acho que tá ok nesse sentido, acho que foi falha na concepção da história mesmo, na criação dos personagens.

Há alguns momentos em que ela fala do violoncelo que são lindos, no entanto. Logo nos primeiros minutos do filme, quando ela fala da sensação de tocar o violoncelo. Ou quando eles estão num depósito e começam a se pegar, enquanto ela fala como funciona o cello, como se o Adam fosse o instrumento (me acho muito nerd por ter achado a cena excitante, mas fazer o que).

Isso me convenceu… A Choë Grace Moretz (que fez a Hit Girl em Kickass) me convenceu como violoncelista apaixonada pela música e pelo instrumento. Mas também me convenceu como menininha assustada que não sabe nada do mundo e se apega ao namorado como se não soubesse quem ela é sem ele.

Vale a pena assistir se você é adolescente e ainda acredita em amor pra vida toda. Se quer assistir por causa do violoncelo… Tem um punhado de cenas e descrições bonitas, mas só se você estiver com tempo e paciência. Ou com um adolescente que ainda acredita em amor pra vida toda.

Minha nota fica em 5/10. Não é um filme que eu assistiria de novo, e os poucos momentos que eu aproveitei foi quando ela estava tocando ou falando do cello.


(acabei de ver que o slogan do filme é viva para amar e quis bater com a cabeça na parede)

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