Fiz minha tatuagem

Antes, só um aviso. Apresentei meu TCC. Foi muito, apesar de terem surgido algumas considerações que eu não tinha levado em conta, do meu último capítulo ter deixado a desejar e de eu ter falado uma merda meio sem tamanho no final. Tudo bem, faz parte, gostei de apresentar mesmo assim.

Agora, sobre a tatuagem.

Não vou tirar foto porque estou com preguiça de toda a movimentação necessária, mas em breve posto uma imagem dela aqui.

São três palavras no antebraço direito, logo abaixo da dobra do cotovelo. “Mundus silet hic”, com todas as letras minúsculas e com a tipografia da máquina de escrever do meu pai. Bem pequena, tem uns seis centímetros, e se considerar que levou vinte minutos para fazer, foi cara… Se considerar que ela vai me acompanhar pelo resto da vida, foi barata.

É a tradução para o latim de “the world is quiet here”, uma frase que está na série de livros do Daniel Handler/Lemony Snicket, Desventuras em Série. Foi traduzida para o português em duas versões, a primeira mais literal (“o mundo aqui silencia”) e a segunda, e hoje oficial, mais poética (“aqui o mundo é sereno”).

Nos livros, é usada como lema da uma organização que se esforça a… bem, fazer o bem. De todas as formas que puder, principalmente disseminando cultura. São pessoas “lidas”, que gostam de livros e procuram melhorar o lugar onde estão como puderem, mesmo que seja sem fazer muito barulho, em silêncio.

Foi tirada de um poema antigo, que eu não lembro nem o ano nem o autor. É The Garden of Proserpine, e fala de como Perséfone (ou Proserpina) precisa encarar o seu papel de deusa da morte como esposa de Hades.

Mais que isso, tem um significado para mim. É um pouco difícil de explicar, mas eu vou tentar…

Eu gosto de escrever. Por mais que eu use das duas mãos para digitar um texto no computador, eu sou destra, e escrevo com a mão direita. Foi por isso que eu fiz a tatuagem no braço direito. E é com esse braço que eu posso silenciar as coisas, no momento em que eu parar de escrever.

E a tatuagem já estava decidida muito antes de eu sequer pensar em tocar violoncelo, mas gosto que também é com o braço direito que eu seguro o arco ou faço pizzicato. É o braço direito o responsável pelo barulho ou pelo silêncio, do mesmo jeito que com a escrita.

A fonte da máquina de escrever… Bem, não sei se eu tenho uma defesa coerente para ter escolhido a fonte da máquina de escrever além de ‘eu gosto’. Por si só, eu acho que já é o bastante. E eu não queria nenhuma fonte que eu tivesse no computador.

Sei lá. É isso. Tenho mais uma tatuagem.

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