O bode expiatório

“A propaganda é uma técnica e como tal não tem ideologia. Nós , simplesmente, a aplicamos. No interesse deste, desse ou daquele senhor, empresário ou governante. A técnica é a mesma, variam as maneiras de utilizá-la. Melhores ou piores, sofríveis, razoáveis ou criminosas. Vamos culpar a propaganda, esquecer o sistema? Pura acomodação mental, decerto que interessada, cavilosa. (…) É cômodo criticar a propaganda e se acomodar ao sistema, esquecendo que ela é espelho. Para o bem e para o mal. Tanto quanto o mais regular funcionário público, militar, paisano, nós refletimos. A propaganda é boa, é ruim? Depende. Do que objetiva, daquilo a que induzi, de quem a faz. Um problema de civilidade, ou de civilização.”

Ricardo Ramos escreveu isso em 1986, no seu livro “Propaganda”.

E fica aí a reflexão, que casa bem com esse momento pós eleições.

Sempre tem aqueles que criticam a propaganda, a televisão, a mídia, a imprensa. Grandes instituições com formas abstratas, como se elas fossem o mal do nosso mundo e as pessoas, ah, as pobres pessoas… São meras vítimas das grandes corporações!

Pois bem. O meio é neutro. Quem o usa, não. Não culpe a Globo, não culpe a Veja. Elas não são ninguém, não tem voz. São apenas o caminho que algumas pessoas vis usam para transmitir mensagens vis. E que algumas pessoas nobres usam para transmitir mensagens nobres.

Tudo depende do referencial. Depende. Do que objetiva, daquilo a que induz, de quem a faz.

E um adendo… O Facebook é a mesma coisa.

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