Autores Malditos

Vamos começar uma nova série aqui, chamada de “DESABAFOS DO TCC” ou “XINGANDO OS AUTORES”. Não precisa ler, certamente não fará sentido e parecerá muito chato… Mas eu preciso escrever.

 

Começamos pelo pobrezinho do Joe Cappo. Joe Cappo é um jornalista americano que escreveu um livro chamado “O Futuro da Propaganda”, onde ele discorre sobre como a vida pós-moderna mudou a propaganda, como a internet vai ter um papel fundamental nisso tudo e por aí. Tudo certo. Minha encrenca é, na verdade, com o tradutor. Henrique A. R. Monteiro. Henrique, meu querido. Sério. Você se meteu a fazer uma nota de rodapé que me fez querer o teu fígado servido com champinhon. A Lei 4.680/65 não foi abolida em 1977. Ela nem foi abolida, pra falar a verdade. Quis muito jogar o livro pela janela quando li essa nota de rodapé. Pobre Joe.

Depois, o Rafael Sampaio. Sampaio, querido, te adoro, pra falar a verdade. Acho o teu livro “Propaganda de A a Z” fácil de ler, explicativo e, bem, um essencial pra qualquer estudante de Publicidade e Propaganda. Mas você não diferencia meio de veículo. Passa meia página falando do que é veículo para, adiante, chamar tudo que você definiu como veículo de meio e nem tá pra explicar o que é meio. Sem falar de quando você diz que qualquer um pode fazer o trabalho de atendimento e planejamento, que o cerne da publicidade tá na criação… E eu olho pra isso e só consigo pensar “miopia”. “Miopia de Marketing”, Sampaio, você deve saber, é quando uma empresa tem uma visão errada sobre o que é o seu produto. O produto da publicidade (ou propaganda), Sampaio, não são as peças gráficas. Isso qualquer sobrinho sabe fazer. O produto da publicidade é uma coisinha chamada “plano de comunicação”, que geralmente é escrito pelos profissionais de atendimento e planejamento. Mas eu tenho esperanças, Sampaio. Os nerds já estão dominando o mundo. Atendimento e planejamento são nerds. Eles logo vão dominar a propaganda também.

E o Zeca Martins… Ele escreveu um livro chamado “Propaganda é isso aí!”, onde eu achei a exclamação um sinal reconfortante. As piadinhas e graças no meio do livro não decepcionaram. Mas eu preciso de definições, Zeca. Preciso que você me diga com todas as letras que publicidade é com objetivo comercial e propaganda é com objetivo ideológico. Eu sei disso e eu sei que você sabe que eu sei disso, mas a maldita da banca não vai acreditar em mim se eu não disser que quem disse isso foi tu. E também podia ter quebrado o meu galho e definido meio e veículo, mas eu rio tanto quando você fala do Sr. Target que nem vou reclamar.

Francisco Gracioso, seu chato, você disse no “Propaganda, engorda e faz crescer a pequena empresa” que veículo e meio são a mesma coisa. Não são, eu sei que não são, mas não sei de ninguém que diga que eles não são. 

E não vou falar dos juristas. Tentei ler a Constituição comentada semana passada e ainda estou com dor de cabeça. Quando eu conseguir coragem, falo.

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