Primeiros Beijos

Eu gosto de pensar em primeiros beijos.

Em como eles podem ser esperados, depois de eras construindo expectativas. Se desenvolvendo de um leve roçar das mãos e terminar sendo um abraço que continua nos lábios. Levemente salgado e firme o bastante para transmitir segurança.

Como, às vezes, eles nem são primeiros beijos. Surgem de palavras regurgitadas do arrependimento e dos dedos entrelaçados pro conforto do apoio. São quentes, cheios de saudade e acabam rápido demais numa madrugada fria.

Ou conseguem ser uma surpresa desajeitada, rápidos e repletos de significados escondidos. Um beijo diálogo, que diz tudo o que precisa ser dito sem usar uma palavra. Tem um toque de testas e uma risada, como se não desse pra acreditar no que está acontecendo.

E aquele que vem de uma conversa, surgindo quase que como um agradecimento. Traz um pouco do gosto de vokda e de um cigarro barato. Por mais que seja pedido, nunca é orgânico e se torna um pouco estranho e até incômodo. Não exatamente uma demonstração de afeto, é a penas o cumprimento de um ritual.

Curiosamente, raras as vezes me pego pensando em últimos beijos. Eles não são tão diferentes entre si.

Últimos beijos são rápidos, e nunca se espera que sejam os últimos.

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