Fechada

Eu não vou pedir por sua permissão. Também não vou pedir por ajuda. Se eu preciso de alguma coisa feita, eu vou lá e faço eu mesma. Raras as vezes eu peço por opinião. Menos ainda eu vou iniciar uma conversa.

Não é grosseria, não é falta de vontade. São minhas coisas e eu não acho que elas te interessem. E não no sentido grosseiro, no sentido que eu acho que você ficaria entediado se eu começasse a tagarelar sobre se eu quero ou não alisar o meu cabelo definitivamente, se eu acho que eu estou gorda (sério, essa me irrita, ou você está gorda ou não está, e se você está reclamando disso, provavelmente você não está) ou se ele não respondeu minha mensagem no Facebook.

Vamos aos fatos. Alisar o meu cabelo não vai ter impacto nenhum na sua vida, eu estar gorda ou não é problema meu e se ele não me respondeu, ficar falando sobre isso só vai me deixar triste.

Gosto de ser auto-suficiente (mesmo que eu não seja, nem um pouco), gosto de não precisar ficar incomodando os outros.

Isso não quer dizer que eu goste de ficar sozinha, ou que não goste de conversar. Adoro conversar, adoro falar baboseiras supérfluas, fofocar e ouvir sobre a tua vida. É o ponto alto do meu dia, quando eu me engajo numa conversa legal.

Mas paciência comigo. Eu não sei falar de mim, do que eu sinto ou do que eu penso. As vezes eu sou colocada contra a parede e meio obrigada, e aí você vai reparar em quatro padrões de comportamento: 1) não consigo olhar nos seus olhos; 2) convulsões na perna; 3) gagueira intensa; e 4) esconder o rosto com as mãos.

Não é má vontade, não é que eu não me importe ou que eu não goste de você. É justamente o contrário. Me importo demais pra ficar te incomodando com as minhas coisas idiotas que são completamente dispensáveis.

Se ainda assim você quiser (tentar) me entender, fazer com que eu me abra e desabafe… bem, você vai precisar de muita paciência e entender sutilezas. Eu vou soltar um comentário aqui e acolá sobre coisas importantes, provavelmente de madrugada, provavelmente enquanto ouvimos alguma música triste no rádio do carro. E vai ser legal se você ouvir.

Mas não me faça perguntas diretas. Elas me assustam e eu vou me fechar mais ainda, entrar mais fundo na minha concha e não querer sair do conforto de lá.

Oh, droga, eu sou perturbada demais para viver em sociedade. :(

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