O Caderno Verde

Eu tenho um caderno com a capa verde. Capa dura, com um desenho bem bonitinho, cheio dos floreios e das flores. Quem vê esse caderno não imagina que ali eu desabafo os pensamentos mais perturbadores.

Quando eu escrevo, eu tiro os pensamentos de mim e os transmito para o papel (ou site). É uma maneira de tirar o peso dos meus ombros. Esse caderno verde existe desde 2006, e tem poucas páginas escritas, algumas de desenhos, outras de rabisco, mas a maioria é de coisas que eu preciso tirar de dentro de mim.

Bem… muitos dos textos lá dentro falam daquele meu amigo que se matou. Outros falam de neuroses simples, como quando eu ficava ansiosa porque o guri com quem eu saía não mandava notícias. Ano passado, o top foi a depressão que eu fiquei quando estava na Austrália. (não fui em nenhum médico, mas acho seguro dizer que foi uma depressão, assim como acho seguro dizer que eu estou me curando aos poucos)

Enfim, não era disso que eu queria falar.

Tem uma entrada no caderno verde (que eu não releio, apenas lembro do que eu escrevi, reler é muito doloroso) em que eu reclamo que eu passo por grandes períodos de bonança para, depois, tudo explodir de uma vez só na minha cara.

E é mais ou menos assim que eu me sinto. Se antes eu tinha apenas um motivo meio morto pra me preocupar, agora surgiram quatro. Eu reclamava que não sabia como lidar e que travava, e aí os problemas só cresciam de tamanho.

Eu ainda não sei como lidar, mas não estou mais tão travada. Acho que posso chamar isso de crescimento pessoal.

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