We can party on our own

Sempre falam do jeito certo de fazer as coisas. Pensando por essa lógica, presume-se que exista um jeito errado de fazer as coisas. E eu posso dizer que por muito, muito tempo eu pensei que eu fazia tudo do jeito errado. O problema, na minha cabeça, era eu, como eu agia, como eu pensava e como eu era.

Bem, recentemente eu tive uma crise no supermercado quando eu estava comprando xampu. Você tem que entender que, tendo cabelo crespo, o meu cabelo sempre foi uma das minhas maiores inseguranças, então comprar xampu é um ritual meio sagrado. Xampu para cabelos desidratados? Sim. Xampu para cabelos sem brilho? Sim. Xampu para cabelos com frizz? Sim. Qualquer coisa ruim, o meu cabelo era e precisava de reparação. Até bem pouco tempo. Depois de uma química mal-feita, de rapar metade da cabeça e de uma tentativa frustrada de luzes, larguei de mão… e tudo deu certo. Meu cabelo ainda tem frizz, ainda fica seco e ainda não brilha como em uma propaganda, mas eu estou extremamente satisfeita com ele. Tanto que, agora, quando eu vou comprar xampu, minha crise é porque todos os xampus são para cabelos com alguma coisa errada. Pois bem. Eu não quero mais hidratação, mais brilho, mais cor, mais escambau nenhum, só quero um xampu que limpe. Beleza?

E isso se traduz para o meu estado de espírito com… bem, tudo. Eu tô acima do peso. Dane-se, eu digo. Eu tô gorda. Preciso emagrecer (já se foram 3kg só esse ano, tô feliz), mas, enquanto isso não acontece, o problema das roupas não entrarem não é minha culpa, é das roupas.

E se eu sou anti-social, o problema não é meu… é das outras pessoas.

Tanto que eu estou andando com novos grupos, e isso tá me fazendo um bem danado. Eu me divirto, eu dou risada e eu não quero mais ficar em casa. Torço pro final de semana chegar pra eu poder sair, fazer alguma coisa. E não mais do ‘jeito certo’, colocando um salto horrivelmente desconfortável e indo para uma festa onde só tem música e pessoas que eu detesto. Coloco um all-star, levo o meu computador com as minhas músicas e fico jogando jogos de tabuleiro ou de carta. E não tem nada de errado nisso.

P!nk, Tyra e Azaghâl, vocês tem muito crédito por eu finalmente aceitar que eu posso fazer as coisas do meu jeito, não do jeito que as pessoas dizem que deve ser feito. Por mais que tenha doído, no começo, me afastar das coisas que eu considero seguras, foi uma ‘transformação’ muito boa, e eu não me arrependo.

Me divirto das maneiras mais idiotas, nem que seja enfiando a mão numa melancia, me emociono com as coisas mais supérfluas, nem que seja com um pedaço de papel, e continuo ficando nervosa e neurótica com praticamente tudo, porque certas coisas não mudam. Mas, pela primeira vez em um bom tempo, eu posso dizer que estou feliz com tudo que está acontecendo, até mesmo com as coisas que hoje parecem ser ruins.

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