Eu sou louca

Talvez eu não seja o tipo de louca que precisa ser acorrentada e trancada em um quarto branco com paredes acolchoadas, mas não tenho dúvidas de que eu não sou normal.

Eu tento disfarçar, eu juro que eu tento, mas eu sou muito neurótica. Reprimi meu lado emocional (sabe-se lá porque, preciso fazer análise pra descobrir, mas quem tem o tempo?) durante a minha adolescência e ele nunca teve a oportunidade amadurecer e se acostumar com sinais normais, o que significa que eu tenho a inteligência emocional igual a do meu afilhado, o Lorenzo, que tem 6 meses.

Também tenho a tendência a exagerar, mas quem quer que esteja lendo isso já deve ter repardo.

Mas, então, por falta de uso, meus sensores de ~alerta~ disparam por qualquer coisinha. Uma olhadela com os olhos mais fechados, um sussurro ao pé do ouvido, uma curtida no Facebook ou uma risada fora de hora. Provavelmente essas coisas não significam nada, mas meu sensor apita, dizendo que ali tem coisa, que não está certo e que é perigoso.

Bem, só é perigoso porque eu sou a maior neurótica desde a Elliot Reed (de Scrubs) e tenho um medo absurdo (e recém descoberto) de relacionamentos.

E mudança.

Sério, quem em sã consciência gosta de mudanças?

De qualquer forma, preciso dar um jeito de configurar esse meu sensor pra não apitar tão alto, porque isso me impede de ser espontânea. E de me entregar. E, consequentemente, acho, sem querer soar poética demais, de ser feliz.

É enxergar muito significado em uma tela em branco.

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