It’s Brittany, bitch

Dia 23 de novembro de 2009 eu desembarquei no aeroporto de São Paulo (não me pergunte o nome de qual, eu sempre confundo os dois). Tinha um telão em que passavam notícias e eu estava descendo a escada rolante quando vi a notícia.

Brittany Murphy fora encontrada morta no banheiro de sua casa. Apesar das intrigas e especulações da mídia marrom, não foi nem suicídio nem abuso de substâncias. Ela estava doente e não conseguiu se recuperar de uma pneumonia.

Já comentei aqui que tenho dificuldade de ser fã de alguém, mas eu sou fã da Brittany Murphy. Não da fase “As Patricinhas de Beverly Hills”, porque eu sempre achei esse filme meio babaquinha. Mas tem quatro filmes dela que me emocionam.

“O Sabor de Uma Paixão” (ou “Ramen Girl“, no original, muito melhor) é sobre Abby, uma mulher que foi atrás do namorado em Tokyo só para ele dar o fora nela e dizer que ‘a relação estava muito intensa’. Sem chão, ela entra em uma casa de ramen e decide que quer virar uma chef de ramen, uma arte muito meticulosa no Japão. O dono do restaurante não fala inglês e ela mal arranha no japonês, o que faz com que eles briguem muito e se entendam pouco.

Grande Menina, Pequena Mulher” eu assisti mais pela Dakota que pela Brittany, mas também é fantástico. A vidinha sem regras da pobre mulher rica que só cresce quando encontra uma menininha com síndrome de gente grande. Sério, o próprio nome do filme já é uma sinopse melhor que qualquer coisa que eu possa escrever.

Amor e Outros Desastres” é de uma editora de uma revista de moda que não consegue se abrir para o amor. O melhor amigo gay dela é um escritor frustrado que só consegue pensar em situações fantasiosas para o amor acontecer. Até que aparece o latino gostoso, que ela pensa ser gay, e vira amiga, enquanto o latino é muito do hétero e está terrivelmente apaixonado por ela. Despretensiosamente, critica a indústria do amor, onde todos temos que viver felizes para frente e tem um final muito realista (com direito a Orlando Bloom) que eu me racho rindo toda vez.

Agora… “A Agenda Secreta do Meu Namorado” é o meu favorito. Stacy é uma produtora de TV que sabe muito bem o que quer, mas precisa se contentar com um emprego em uma rede meio bosta pra conseguir chegar lá. Durante a produção do programa em que ela está trabalhando, ela começa a ‘investigar’ as ex namoradas do namorado dela, e descobre que ele mantém contato com todas. To-das. Não estou nem aí pra quem não viu o filme, então lá vai um puta spoiler: ela não fica com o cara no final. E não tem problema, porque a vida dela continua e ela consegue o emprego dos sonhos.

São filmes bobagentos, água com açúcar, sem muita profundidade, clichês (menos A Agenda Secreta do Meu Namorado), sem grandes técnicas ou roteiros, mas que são incrivelmente significantes pra mim, que falaram comigo e que eu me identifiquei com todas as personagens. E por isso eles são importantes.

Sem falar que ela fala um pouco de japonês (Ramen Girl) e espanhol (Amor e Outros Desastres) com aquele sotaque americano lindo que eu tenho vontade de apertar as bochechas.

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Um pensamento sobre “It’s Brittany, bitch

  1. Não sou uma grande fã da Brittany, mas levei um susto quando soube da morte dela. Gostei dessa garota em algumas produções – curiosamente nenhuma das que você citou acima.
    Ah, eu ainda sou uma grande fanática por As Patricinhas de Beverly Hills. Eu sei, pode me crucificar.
    Abraços.

Não me siga, eu também estou perdida.

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