Meia-noite em Paris

Mais uma vez, mesmo depois de ter me prometido um milhão de vezes que eu não faria isso, eu voltei a me imaginar no passado.

Numa troca de figurinhas, eu mergulhei novamente nos meus projetos de histórias. Aquele mais elaborado, cheio de metáforas e significado escondido, sombrio e obscuro, com um profundo quê de depressão e tristeza. Ironicamente, hoje eu imagino histórias rosas num fundo branco, onde tudo termina em uma felicidade ambígua, embora eu me sinta mais deprimida e triste.

Penso no passado e acho que ele era mais quente e iluminado. Me sinto sozinha no presente, mas no passado eu tinha potencial.

Também penso que odeio meu recém descoberto lado emocional. Embora ele sempre tenha existido, eu gostava mais quando eu não sabia da sua existência. Assim como não gosto de ter ciência do meu lado racional e ficar tanto em conflito.

Quero um abraço, um cafuné, um cheiro e alguém dizendo que vai ficar tudo bem. Uma máquina do tempo também não faria mal, mas eu sei (maldito lado racional) que eu não teria coragem de usá-la (maldito lado emocional).

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Um pensamento sobre “Meia-noite em Paris

  1. Mari…vai ficar tudo bem! Vem cá pra eu te dar um cheiro!!!

    Dito isso: se você conseguir a tal máquina do tempo, me indica como usar por favor? Porque sim…eu também ando num saudosismo, numa ânsia de voltar no tempo e fazer tudo diferente para chegar no presente bem mais feliz! Oh céus, oh vida!!!!
    Beijos

Não me siga, eu também estou perdida.

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