Quase Semiótica

No filme “Da Magia à Sedução”, o par romântico da Julia Roberts (que eu não lembro o nome, desculpa) disse que os objetos só tem o poder que as pessoas dão a ele. Como uma estrela, que só significa honra e lealdade se a pessoa que a tem lhe dá o valor correspondente a honra e lealdade.

Não é muito difícil de entender.

Como cinéfila que sou, guardei essa frase pra mim e passei a aplicá-la. Certas coisas, como um filme ou um sofá ou o simples fato de atender o telefone de manhã no primeiro toque, tem tanto valor pra mim que se tornaram sagradas. Elas não são parte de uma seita religiosa bizarra, não, mas carregam tanto significado pra mim que eu considero heresia desrespeitá-las.

Só que certas coisas não deveriam ser sagradas, não deveriam ser cultuadas. Talvez elas devam ser lembradas com uma nostalgia distante, uma saudade segura de alguma coisa que, diferente de Doctor Who, tiveram um final e, diferente de Lost, foi um final digno.

Okay, foi pesado, o final de Lost nem foi tão ruim assim. Acho que eu fui uma das únicas pessoas que gostou, mas talvez só porque eu assisti um vídeo que dizia “entenda o final de Lost”.

O que eu quero dizer é que, muitas vezes, a gente precisa aplicar a regra magna da vida: o desapego. Não adianta querer reviver o passado por meio de objetos, rituais ou memórias… O passado já foi, e o máximo que podemos fazer com ele é lembrar.

E aprender.

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3 pensamentos sobre “Quase Semiótica

  1. O final de Lost, para mim, foi um porre. Achei que era o que precisava sim, mas não me satisfez.
    Tenho problemas com situações não finalizadas. Fico tentando dar um ponto final, mas não consigo. Sim, é fato de que o que não tem remédio, remediado está. O passado deve sim ser colocado em último plano. Temos sempre de olhar para a frente. E para o alto.
    Abraços.

    • Nina, o final de Lost tem o problema do século: falta de sutileza. Pra que mostrar as coisas, quando se a coisa for sugerida fica muito mais legal? Pra mim, eles responderam as perguntas erradas.

      E quando alguém aprender a dar um ponto final definitivo, essa pessoa vai ficar rica vendendo a fórmula.

  2. Acho que essa é a parte mais difícil, né Mari? Desapegar, deixar que o tempo leve tudo… eu ainda não consegui isso. Sou extremamente nostálgica até com o fato ou a coisa mais simples do mundo!
    E nunca assisti ao final de Lost hahaha
    Beijos!!!!

Não me siga, eu também estou perdida.

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