Muito Maus

Uma das minhas promessas na virada do ano foi a de não comprar livros. Claro que eu a quebrei logo na primeira semana, mas estou me controlando ao máximo e indo na biblioteca o máximo que eu posso.

Pra quem não sabe, literatura é um assunto importante na UPF. Já faz muito tempo que a Universidade conseguiu conquistar o título de Capital da Literatura pra Passo Fundo, e isso é muito legal, lá tem a maior média de leitura do país e esse tipo de coisa. Fico feliz e me orgulho.

Tem uma sessão inteira de romances na biblioteca. É o meu lugar favorito do campus. Não é muito grande e tem um labirinto de metal pra poder entrar e é cheio de livros fodas. Desde Alice no País das Maravilhas até Ziraldo, passando por Stephen King, Harry Potter, Crônicas de Gelo e Fogo, Eduardo Sphor… Tá lá.

Então, pela minha promessa, eu tenho passado muito tempo lá, pegando livros que sempre tive vontade de ler e nunca tive tanta di$spo$ição pra comprar. Como Maus.

maus

Não sou fã de quadrinhos, mas também não tenho nada contra, mas Maus tava na lista dos que eu queria ler… Principalmente porque eu gosto do trocadilho de Maus soar como Mouse, rato em inglês.

A primeira coisa a se dizer do livro é a forma como os personagens são retratados. Os judeus são ratos, os alemães são gatos, os americanos (aparecem em três ou quatro quadros, mas aparecem) são cachorros, os poloneses são porcos e os franceses são sapos.

São dois volumes condensados em uma edição… Logo no começo do segundo volume, o Art Spiegelman se retrata em uma entrevista, onde alguém lhe pergunta “que mensagem você queria passar com o seu livro?” e ele fica “ahn? como assim ‘mensagem’? eu só queria contar uma história”.

E é uma história, mas é uma história sobre uma família judia durante a segunda guerra. Tá que o tema de holocausto está bem batido e acaba sempre sendo mais do mesmo, mas é uma história de uma família e do que foi preciso fazer para que ela sobrevivesse.

O Art Spiegelman contou a história do pai dele, Vladek, e de como ele fez para conseguir essa história, as entrevistas com o pai e tudo mais.

Ficou muito gostoso de se ler, eu terminei em dois dias. Os desenhos são simples, mas riquíssimos justamente por isso. Imagino que não tenha sido fácil colocar uma história tão complexa de uma forma resumida, coesa e cativante como Maus.

Recomendo demais.

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3 pensamentos sobre “Muito Maus

  1. Tenho um amigo na livraria que vive insistindo para que eu leia essa obra. É o tipo de história que muito me interessa. Mas também tenho um pouco de birra com quadrinhos: não leio, também nada tenho contra. O problema é que a literatura toma todo o emu tempo. Nunca sobra horário para outras leituras.
    Abraços.

    • Nina, recomendo MUITO que leia. Tava pesquisando outras coisas e disseram que é uma ‘iniciação’ aos quadrinhos perfeita. Eu mesma nunca fui muito fã de HQs nem nada do tipo, mas pega o livro que eu te garanto que em um final de semana você mata ele e não vai ter do que se arrepender.

Não me siga, eu também estou perdida.

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