Sydney I

Ontem cheguei em Sydney. Três horas e meia em um ônibus não lá muito confortável para chegar em um albergue não muito higiênico. Pelo menos os lençóis são limpos. Não posso dizer o mesmo do banheiro, apesar de saber que poderia ser bem pior.

Mas não me entenda mal, não estou reclamando. Honestamente, é melhor do que o que eu esperava.

Deixa eu voltar e explicar.

A Austrália, assim como os Estados Unidos, tem a linda mentalidade que eu amo de paixão de fazer breaks, intervalos no meio do semestre. Essa semana começou o meu spring break. Apesar de eu querer mesmo é entrar num carro e dirigir para o mais longe possível e depois voltar, minha carteira de motorista está vencida. Então eu peguei minha toalha e minha mochila e vim viajar com uma amiga, uma outra bolsista brasileira.

O que eu posso dizer de Sydney? Essa minha amiga disse que parece Curitiba, mas eu compararia a Nova York. Prédios  Grande. Pessoas na rua. Carros. Barulhos. Agora mesmo escutei uma buzina e um carro de som. Ah, os doces sons de uma cidade! Nunca imaginaria que Canberra seria uma cidade tão irritantemente pacata.

Mas meu espírito mochileiro foi boicotado por uma sandália. Não, não, eu viajei de tênis. Mas pensei “nossa, como está quente, vou colocar uma sandália”. E agora estou com três lindas bolhas dizendo ‘oi’.

Ainda assim, deu pra caminhar bastante. Por algum motivo que não me é claro, a Austrália tem a mania de se meter em Guerras (muitas vezes dos outros). Talvez seja para poder erguer memoriais para essas guerras. Passei pelo memorial da ANZAC (Força Neo-Zelandesa e Australiana de alguma-coisa-relacionada-a-guerra) e pela Catedral St. Mary of The Cross, por uma igreja russa e alguns outros lugares que depois, quando eu ver as fotos, vou lembrar. Mas o melhor foi a Sydney Eye.

 

Escrevendo agora eu percebo que foi um batismo ‘levemente inspirado’ no London Eye, mas não tem nada a ver. É uma torre.

Um cineminha 4D bem caído prepara o visitante para ir até o deck de observação. E que deck de observação, diga-se de passagem. Wow. Talvez o cinema tenha baixado as expectativas, mas muito lindo. Mesmo. Dá para ver os estádios (aquele das Olimpíadas de 2000), um pedacinho da Opera House (que fica bem perto, mas está encoberta de prédios), a Lavander Bay (uma baía onde os prédios que ficam ao redor só tem luzes vermelhas e azuis para que ela fique com uma tonalidade lavanda), as pontes que eu nunca vou saber o nome… Imperdível e perfeita para ser a primeira ou a última atração a se ver na cidade. Eu usei como primeira, só para constar.

Sim, a foto está horrível porque eu me recusei a usar flash (traumas de Fotografia I)

Se você for mais aventureiro (ou não entender o que o vendedor está falando e comprar o pacote de atrações) você também pode fazer o Sky Walk que, apesar de não dar para tirar fotos, é massa. Assustador, frio e espetacular. A 300 metros do chão, você tem uma vista de 80km para qualquer lado, incluindo duas plataformas de vidro pra poder olhar para baixo também. Se não deu para entender, é no deck aberto. E tem que assinar um contrato dizendo que a Sydney Eye não se responsabilizará por acidentes e soprar um bafômetro.

Se contar que eu cheguei às 4h da tarde e as horas andando para o lado errado, foi tudo que deu para fazer no primeiro dia. :)

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Um pensamento sobre “Sydney I

  1. Não me imagino indo para Sydney. Nem New York. O meu primo largou a faculdade e o trabalho no ano passado e migrou para ser garçom e cantar em bares na Itália.
    Loucuras desse tipo eu também faria.
    Enfim, se joga.
    Abraços.

Não me siga, eu também estou perdida.

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