Só se você realmente acreditar

Eu nunca fui… Tá, isso é uma mentira. Eu já fui religiosa sim. Quando eu era criança eu li várias adaptações da Bíblia para crianças, gostava de passar tempo na Capela do Colégio, sabia o que significava aquela luz laranja e chorei uma vez porque minha mãe não quis me levar na missa. Que isso não te faça pensar menos de mim, por favor.

A medida que cresci, descobri que existiam muitos outros livros, principalmente livros que falavam de magia. Harry Potter está incluso, mas também As Brumas de Avalon e vários livros Wicca. Uma vez a Carol Domingos me disse que toda a menina teve sua fase Wicca. A minha foi junto com a da Yana Borges e da Júlia Zottis, mas elas levaram muito mais coisas do paganismo do que eu. A Yana É pagã e estuda sobre a religião e faz os rituais quando consegue… A Júlia continua sendo meio agnóstica, mas nunca tira o pentagrama do pescoço. E eu… Bem, eu sei que o mundo é regido por cinco (e não quatro) elementos e que tudo que você faz volta três vezes.

Não tenho uma religião e poderia falar das crises de identidade que isso me traz, mas também da visão ampla que isso me traz. Não sou apegada a ideais e acho que tudo que você acredita e que faz a tua vida mais feliz, contanto que não incomode o outro, é válido e bom.

Mas eu respeito as religiões.

Religião não é brincadeira, não é clube do livro e não é ‘rede de contatos’. Não acho certo você se achar pronto pra se converter depois de dois contatos com uma religião nem ficar bufando porque a Igreja, Mesquita ou Coven quer que você faça um curso de quatro meses para aprender mais sobre o assunto. Dizer que se converter deve ser tratado como um ‘negócio rápido’ é ofensivo.

Não trato as crenças dos outros de forma leviana e ainda me surpreendo com as pessoas que tratam.

Dica de Episódio

Lost 6.18
(a cena onde dá para ver o vitral da Capela,
e ele tem pelo menos seis símbolos de religiões
diferentes coexistindo de maneira igual, sem
um ser mais importante ou maior que o outro)
(não achei a imagem =C )

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Um pensamento sobre “Só se você realmente acreditar

  1. “Uma vez a Carol Domingos me disse que toda a menina teve sua fase Wicca.”
    A minha foi com a revista Witch, acho. HAHAHA. Lembro até de ter ido a um lugar aqui da cidade procurar aulas de várias coisas que eu achava legal, mas o lugar fechou :( aí abandonei.

    Não tenho religião também, apesar de gostar muito do espiritismo, achar interessante a messiânica e ter muitíssima vontade de estudar sobre o paganismo (e tenho curiosidade absurda por conversar com muçulmanos, judeus, etc… acho bem bacana e diferente da minha realidade, mas não as seguiria)

    “Não tenho uma religião e poderia falar das crises de identidade que isso me traz, mas também da visão ampla que isso me traz. Não sou apegada a ideais e acho que tudo que você acredita e que faz a tua vida mais feliz, contanto que não incomode o outro, é válido e bom.” Concordo e me identifico.

    Também respeito as religiões, apesar de determinadas coisas que, como diz uma amiga minha “é o erro do homem, não da religião/de Deus”. Concordo com isso, de certa forma. E acho chatíssimo esse negócio de querer converter. Trocar ideias é uma coisa, quase praguejar alguém pra ela seguir suas ideias é outra…

    Gostei muito do teu post, Mari. Bem gostoso e leve pra ler!

Não me siga, eu também estou perdida.

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